A volta do fantasma dos distratos, o peso dos juros para o desempenho da bolsa e tudo o que mexe com o seu bolso hoje

O alto endividamento das famílias brasileiras tem se refletido na economia de diversas formas.

Uma delas é o aumento dos distratos nas construtoras, que ocorrem quando os compradores desistem de adquirir o imóvel, seja porque a prestação deixou de caber no bolso, seja porque, na hora de obter o financiamento, o banco negou o crédito ou não concedeu todo o valor desejado.

O fenômeno vem impactando sobretudo as construtoras voltadas a empreendimentos de baixa renda, notadamente ao programa Minha Casa Minha Vida.

Mas, na matéria especial de hoje, a repórter Bia Azevedo conta por que o aumento dos distratos ainda não preocupa os investidores de Tenda e Cury, cujas ações subiram forte após as últimas prévias operacionais. Leia a história completa aqui.

Juros: o freio ou o acelerador que pode mudar o rumo das bolsas de valores pelo mundo?

Os juros no Brasil deram uma boa aliviada depois do 1º turno das eleições, impulsionando os ativos de risco locais. Enquanto isso, no exterior, os juros dos títulos norte-americanos chegaram a máximas históricas.

No Touros e Ursos, Bruno Marques, gestor de multimercados macro da XP Asset, diz aonde esse cabo de guerra pode levar as bolsas, aqui e lá fora.

Tem também o tradicional bloco dos touros e dos ursos, com destaques para Lula, Eduardo Paes, MRV, Magazine Luiza e títulos públicos prefixados e IPCA+. Confira no vídeo completo:

Esquenta dos mercados

Os mercados já haviam fechado, e você provavelmente já estava se preparando para dormir quando, nos últimos momentos da quarta-feira (14), o Senado aprovou a PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada semanal para 40 horas.

Hoje, os investidores locais vão digerir a decisão junto com a primeira rodada da pesquisa Quaest sobre as intenções de voto no segundo turno, que também foi divulgada ontem à noite.

Mas não é só de passado que vive a bolsa. A agenda econômica desta quinta-feira (15) conta com a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), com os dados das vendas no varejo em agosto, e a pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha.

No exterior, a queda dos preços do petróleo ajuda a aliviar as pressões do mercado internacional, apesar das tensões persistentes no Oriente Médio.

Por outro lado, os investidores digerem os dados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, divulgados ontem. O indicador veio acima das previsões, reacendendo temores de novas altas de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).

Nesse cenário de cautela, as bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quinta-feira em forte queda.

Já os principais índices europeus amanhecem sem direção única nesta manhã, em meio a uma liquidação global de ações de tecnologia e na esteira de balanços corporativos melhores do que o esperado.

Em Wall Street, o clima é semelhante, com os futuros de Nova York caminhando em direções opostas. Por lá, os investidores também aguardam a publicação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) referente ao mês de setembro.

Outros destaques do Seu Dinheiro

PRIMEIRO PASSO
Passou: ampliação do teto do MEI e perdão de dívidas são aprovados na Câmara; confira os detalhes. O projeto de lei prevê que o limite do faturamento suba dos atuais R$ 81 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028.

ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO
XP recomenda vender títulos do Tesouro Direto para comprar papéis isentos; veja as indicações na renda fixa. Crédito privado volta a oferecer remunerações mais atrativas, levando a corretora a recomendar uma migração gradual para debêntures incentivadas.

EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio. A disparada das ações financeiras não beneficiou todos da mesma forma. Veja onde os investidores enxergam mais potencial e quais nomes geram dúvidas.

CULINÁRIA JAPONESA
Kazuo: por dentro de um omakase com estrela Michelin em São Paulo (onde o chef escolhe o que você vai comer). O chef Kazuo Harada conduz uma sequência de pratos quentes, frios e niguiris, combinando técnicas japonesas com referências de diferentes cozinhas asiáticas.

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Sr. Lobo

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