A primeira etapa até que começou bem, trazendo esperanças de um resultado positivo. Mas por volta da metade do primeiro tempo as coisas começaram a desandar... não demorou para a confiança dar lugar ao medo de uma derrota que parecia cada vez mais inevitável.
Antes que você confunda as coisas, não, eu não estou falando sobre a partida do Brasil contra o Japão na Copa do Mundo, mas ela até pode ser útil para entender como as coisas podem mudar (para melhor) no segundo semestre.
Começou com tudo, mas perdeu o fôlego
Depois de renovar as máximas históricas e atrair um fluxo expressivo de investidores estrangeiros nos primeiros meses do ano, a bolsa brasileira perdeu força a partir de abril.
Para começar, a guerra e seu impacto sobre os preços de petróleo e inflação arrebentaram as perspectivas de um longo ciclo de cortes da Selic.
Para piorar, ainda tivemos vários ruídos políticos, e as teses de inteligência artificial (IA) voltaram a atrair os investidores estrangeiros, que retiraram quase metade de todo o dinheiro que tinham aportado na bolsa brasileira até meados de abril.
Essa tempestade perfeita fez o Ibovespa cair quase 30 mil pontos. Como você pode ver no gráfico abaixo, isso levou o índice para níveis de preço/lucro abaixo de 10x — patamar historicamente baixo e que, na nossa visão, representa uma boa oportunidade de entrada.

Além do valuation, existem outros aspectos que começaram a nos deixar mais animados para esta segunda etapa (do ano).
Sinais de melhora
Depois de meses consecutivos encurralados na defesa com um dado inflação pior do que o outro, os investidores gostaram do IPCA-15 de junho, que mostrou números mais comportados do que se esperava.
Isso combinado com a queda do petróleo por conta de um provável encerramento do conflito no Oriente Médio deixa perspectivas de alguma melhora nas projeções para a Selic pela frente.
Para reforçar ainda mais a esperança, o relatório de empregos (Caged) divulgado nesta semana trouxe números bem abaixo do esperado, com criação de apenas 70 mil vagas — o mercado esperava 130 mil.
Por fim, vale a pena falar de outro tema que nos ajudou bastante no início do ano, e parece estar voltando ao foco: a preocupação com o valuation elevado das teses de IA e semicondutores.

Por que isso é boa notícia? Porque induz os gringos a resgatarem parte de seus investimentos naquelas empresas e redirecionar para países emergentes, como o Brasil.
Sim, o ambiente ainda permanece difícil, com Selic acima de 14% e um cenário eleitoral bastante indefinido. Mas depois de terminar o “primeiro tempo” com o humor abalado, a segunda etapa do ano começa com sinais mais positivos para o Ibovespa, não muito diferente do que aconteceu com o Brasil na partida contra o Japão.
Obviamente, não dá para cravar que todas as ações brasileiras conseguirão virar o jogo até o fim do ano, mas o valuation de muitas delas já chegou a patamares bastante atrativos, em especial algumas empresas de qualidade, líderes de seus setores, com elevadas barreiras de entrada e bons dividendos, exatamente como aquelas presentes na série Empiricus Dividendos — que sobe 10% no ano mesmo com todos aqueles percalços.
Se quiser conhecer as minhas ações de dividendos preferidas para aproveitar essa possível melhora do humor no segundo semestre, convido você a conferir o Empiricus+, que também traz uma série de outras carteiras de ações, FIIs e renda fixa pelo preço de uma única assinatura.
Um abraço e até a próxima,
Ruy!
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