Os investidores amanhecem com os olhos voltados para a Terra, depois do cessar-fogo na guerra do Oriente Médio anunciado ontem. Vamos falar de todos os detalhes no Esquenta, logo abaixo.
Mas também há acontecimentos relevantes no espaço. Neste momento, os quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion estão em seu trajeto de volta para o planeta.
A missão Artemis II buscava verificar se a nave e todos os seus processos estavam funcionando para, em uma próxima viagem, pousar no nosso satélite natural. O objetivo final é se preparar para uma eventual ida a Marte.
Os tripulantes verificaram se as atividades automáticas estavam fluindo de acordo com o plano e se os sistemas de apoio à vida eram adequados.
Assim como o famoso álbum da banda Pink Floyd, a nave passou pelo lado escuro da Lua, constantemente de costas para o nosso planeta. E nós pudemos acompanhar o andamento da missão, às vezes ao vivo, graças à internet a bordo, por comunicação a laser, ou óptica, dezenas de vezes mais potente que a radiofrequência.
Enquanto os viajantes do espaço examinam novas possibilidades para a humanidade, uma companhia brasileira também busca conquistar novos territórios.
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia. Embora ainda pequena, essa divisão já está aparecendo nos números do setor. Mas, assim como o lado oculto da Lua, os objetivos desse negócio ainda estão um pouco obscuros.
A repórter Camille Lima conversou com diversos especialistas para tentar explorar essa nova fronteira para a companhia. Confira nesta matéria.
Crise nos fundos multimercados? A verdade por trás das perdas na Faria Lima
Os fundos de investimento finalmente ensaiavam uma retomada — até que o “risco Trump” virou o jogo e frustrou as apostas de uma queda agressiva da taxa básica de juros (Selic). Alguns multimercados chegaram a cair mais de 10% em um único mês, em meio à guerra no Irã e à reprecificação dos juros globais.
No episódio #266 do Touros e Ursos, Lais Costa, analista da Empiricus, explica por que tantos fundos perderam dinheiro e mostra que outra classe de fundos corre risco em um cenário de juros altos.
Esquenta dos mercados
Durante a guerra, todos seguraram o fôlego por mais de um mês e, ao que tudo indicava, seriam sufocados pelo conflito entre EUA, Israel e Irã até a noite de ontem (7).
Porém, depois de ter ameaçado acabar com “uma civilização inteira, para nunca mais ser trazida de volta”, Donald Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas.
A expectativa do mercado já era de um desfecho menos catastrófico, apesar das baixas expectativas de que um acordo sairia do papel. A trégua foi divulgada na última hora do fim do prazo estipulado pelos EUA.
Com o anúncio, os investidores voltaram para a superfície, retomando o fôlego com força e com os corações — e negociações — acelerados.
O movimento de puro alívio se intensificou após Teerã confirmar o cessar-fogo e Israel concordar com a trégua. Na economia, os primeiros ativos a sentir o impacto foram os preços do petróleo, que chegaram a cair 15%.
Nesta manhã, os mercados seguem em forte recuperação. Os contratos futuros do Brent registram quedas de mais de 13%, voltando a ficar abaixo dos US$ 100.
Já as bolsas das principais economias do mundo disparam. O mercado asiático fechou a sessão de hoje com forte alta, com destaque para o índice sul-coreano Kospi, que avançou 6,87% em Seul, e o japonês Nikkei, que subiu 5,39% em Tóquio.
Na Europa, o clima também é de euforia: o Euro Stoxx 600 caminha para o seu melhor ganho diário em um ano. O índice amanheceu em alta de quase 3,70%.
Em Wall Street, o “ufa, foi por pouco” é traduzido em ganhos para os índices futuros de Nova York, que indicam valorizações da ordem de 3%. Por aqui, o Ibovespa deve pegar carona no bom humor internacional.
No entanto, o que será visto e analisado de perto são as negociações durante essa trégua provisória, já que questões críticas da guerra estão longe de serem resolvidas.
Além do alívio com a guerra, os investidores acompanham ainda a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).
Por aqui, o destaque fica por conta da publicação dos dados do Índice de Commodities Brasil (IC-Br) e do IGP-DI.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
OPORTUNIDADES GLOBAIS
Multimercados tiveram que dar ‘cavalo de pau’ na estratégia por causa da guerra e agora estão olhando para essas três teses de investimento. Genoa, Kapitalo e Ibiuna participaram de evento do Bradesco BBI e falaram sobre a dificuldade de leitura no cenário volátil atual.
INVESTOR DAY
“Selic alta não atrapalha mais”: CEO da Multiplan (MULT3) mostra como pretende continuar crescendo apesar do cenário macro. Em evento nesta terça-feira (7), a diretoria da empresa detalhou como vem avançando em expansões, reforçando a aposta em experiência e usando a estratégia como escudo contra o impacto dos juros altos.
HORA DE INVESTIR
‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições. Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa.
VEJA A MELHOR OPÇÃO
Vale a pena comprar remédios no Mercado Livre (MELI34)? Comparamos com iFood, Rappi e o aplicativo da RD Saúde (RADL3). Na disputa pela conveniência no e-commerce de medicamentos, o Mercado Livre estreia com preços mais baixos e navegação mais fluida, mas ainda perde em rapidez para rivais já consolidados como iFood, Rappi e Raia.
UM EM UM MILHÃO
O evento de R$ 8 por ação: o plano da Eneva (ENEV3) para destravar valor que o JP Morgan considera um fenômeno raro. O JP Morgan elevou o preço-alvo após a empresa garantir contratos estratégicos; saiba por que o banco vê riscos menores e maior geração de caixa no horizonte.
CONTAS A PAGAR
Apesar do início do ciclo de queda da Selic, famílias endividadas batem recorde e chegam a 80,4% dos brasileiros. Enquanto o corte dos juros ainda não fez efeito, a pesquisa mostra que o endividamento aumentou entre os brasileiros de rendas mais altas.
ARRUMANDO A CASA
Após desconforto com parceria, Moura Dubeux (MDNE3) simplifica estrutura e assume 100% da Ún1ca. Após críticas à estrutura do acordo com a Direcional, companhia elimina minoritários e tenta destravar valor no Minha Casa, Minha Vida.
O REI DA PROTEÍNA
Brasil dá as cartas: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) dizem que país é imbatível no mercado global de carne. Os CEOs das gigantes brasileiras de proteína participaram nesta terça-feira (7) de evento promovido pelo Bradesco BBI e fizeram um raio-x do setor.
ZONA DE RISCO
Nouriel Roubini decreta: Trump não tem saída além de escalar a guerra — e manda um recado ao Brasil. Durante evento do Bradesco BBI, o economista afirmou que vê conflito caminhando para intensificação e alertou para os efeitos no petróleo e nos mercados.
IR 2026
A declaração de imposto de renda vai acabar? Calma. Você ainda precisa declarar o IR 2026. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu a intenção de acabar com a declaração de imposto de renda como a conhecemos, mas não é para agora.
PAPEL SOB PRESSÃO
A Suzano (SUZB3) não vale mais a pena? Ação entra em leilão e fecha em queda de 6,4% após BofA cortar R$ 25 do preço-alvo. Banco rebaixou ação para neutra e cortou preço-alvo tanto das ações quanto dos ADRs; Suzano figurou entre as maiores quedas do Ibovespa nesta terça-feira (7).
FORA DO RADAR
“Eleições ainda são só ruídos, a gente não ‘treida’ ruído”, diz gestor do Bradesco. Mercado vê oposição ganhando força, mas ainda não cravou suas apostas. Em evento do BBI, gestores afirmam que cenário global predomina e eleições ficaram no segundo plano.
VENTOS FAVORÁVEIS
Os 4 setores que estão carregando o rastro de bilhões dos estrangeiros na bolsa em 2026. O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano.
PÉ NA PORTA
Vale (VALE3) entra em 2026 com fôlego: Santander vê trimestre “de alta qualidade” e reforça recomendação de compra. Banco projeta Ebitda de US$ 4,08 bilhões no 1T26 e destaca avanço dos metais básicos nos resultados da companhia.
O MULTIVERSO DE SAM
De ‘humanos gastam muita energia para serem treinados’ a apoio à escala de trabalho 4×3: entenda a opinião do CEO da OpenAi sobre o avanço da inteligência artificial. Sam Altman, CEO da OpenAI, publica artigo sobre o avanço da inteligência artificial e suas consequências para os seres humanos.
SAVE THE DATE
Atenção Rio de Janeiro, Sorocaba e Porto Alegre: novas lojas H&M já têm datas de abertura confirmadas; confira. Entre abril e maio, quatro novas lojas da H&M serão abertas, com vale-compras e ações especiais para clientes nos dias de inauguração; veja datas e endereços.
ECONOMIA
Crédito concedido a médias empresas pelo Itaú BBA gera R$ 105 bilhões para o PIB, segundo pesquisa com a FGV. O levantamento foi feito com base nos CNPJs de 68.681 empresas atendidas pela instituição financeira.
BALANÇO OPERACIONAL
MRV (MRVE3) reverte queima de caixa no 1T25 e se prepara para novas regras do MCMV, mas ações caem; o que desagradou? “Apesar do bom desempenho operacional e avanços na Resia, a geração de fluxo de caixa fraca no Brasil deve pressionar a reação do mercado”, disse o banco BTG Pactual em relatório.
PEQUENOS NEGÓCIOS NO RADAR
Conheça Tadeu Alencar, novo ministro do Empreendedorismo após dança das cadeiras no governo Lula. Tadeu Alencar assumiu o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte após a saída de Márcio França para disputar as eleições pelo Senado de São Paulo.
RISCO E EMOÇÃO?
Selic a 14,75% ao ano pesa, mas pesquisa revela que há um outro vilão mudando o perfil de endividamento dos brasileiros. A explosão das apostas online já pesa mais que os juros no bolso do brasileiro e acende um alerta sobre uma nova crise financeira.
A FOME DO 'PACMAN DOS FIIS'
O Zagros Renda (GGRC11) quer levantar até R$ 1,5 bilhão em nova oferta de cotas; entenda o que está na jogada para o fundo imobiliário. O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta.
SEM LIDERANÇA
Oncoclínicas (ONCO3) perde todos os membros do conselho de uma vez, com renúncia do presidente; entenda a situação. A notícia chega em um momento delicado para a companhia: ela tem caixa para apenas mais 15 dias e já vem adiando tratamentos de seus pacientes por falta de recursos.
QUEBRANDO O SILÊNCIO
Morte sem tabu? Livro investiga os estigmas sobre o que falamos (e deixamos de falar) sobre a morte. Em Enquanto você está aqui, Camila Appel investiga por que a morte ainda é um tabu e discute temas como luto, cuidados paliativos, eutanásia e o silêncio social que cerca o fim da vida.
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