Se ontem eu mencionei o Rocky Balboa nesta newsletter, hoje falo de outro peso-pesado. A Petrobras (PETR4) é uma das companhias mais relevantes para o Ibovespa, o principal índice da bolsa, e vive disputando o cinturão de empresa com o maior valor de mercado do país.
Não só isso, ela é gigante na produção de petróleo e combustíveis, o que afeta a inflação brasileira e a balança comercial, e seus dividendos são bastante aguardados por acionistas.
Por isso mesmo, a cada trimestre, os investidores, analistas e especialistas se reúnem no ringue para analisar os resultados da petroleira, que saem hoje, depois do fechamento do mercado.
No último período do ano passado, seu principal adversário foi a queda no preço internacional da commodity, um cenário bem diferente dos últimos dias.
Neste round, a companhia deve ser impactada por receita e lucro menores na variação trimestral, segundo as estimativas. As apostas são altas, e toda a atenção se volta ao pagamento dos dividendos.
Para entender melhor a situação da Petrobras e qual é o dividend yield esperado para o trimestre, confira esta matéria da repórter Larissa Bernardes.
Esquenta dos mercados
O conflito no Oriente Médio segue mexendo com os mercados, seja provocando queda ou alta — e até mesmo uma leve esperança de paz já impulsiona as bolsas.
O Ibovespa encerrou o pregão da véspera com alta da 1,24%, aos 185.366,44 pontos, acompanhando o certo alívio visto em outras praças globais, como os Estados Unidos. O dólar à vista recuou 0,89%, a R$ 5,2182.
O jornal norte-americano New York Times noticiou a tentativa de contato entre a inteligência iraniana e a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, em inglês) para um possível fim da guerra.
Trump também ofereceu apoio financeiro e naval para proteger o transporte marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial e que está bloqueado por Teerã.
Há pouco, o país persa anunciou que a passagem está fechada "apenas a navios dos EUA, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais". Nesta manhã, os contratos futuros do Brent, padrão internacional, mostram o barril negociado a US$ 82,18, com avanço de 1,92%.
Lá fora, as bolsas da Ásia encerram o dia em alta em busca de barganhas após o estrago causado pela guerra nos últimos dias. O sul-coreano Kospi saltou 9,63% em Seul, no maior ganho em um único dia desde outubro de 2008. A recuperação veio após um tombo de 12% na sessão anterior, o maior já registrado.
Já a Europa segue se recuperando do baque no início da semana e opera em leve alta. Em Wall Street, os índices futuros têm queda moderada após avanço do dia anterior.
Carteira de março: onde investir em ações, dividendos, FIIs, criptomoedas e no exterior
Março começa sob tensão, com o conflito geopolítico entre Estados Unidos e Irã, decisões de juros ao redor do mundo e mais volatilidade nos mercados.
No “Onde Investir em Março”, a jornalista Paula Comassetto recebe analistas dos principais segmentos do mercado financeiro para mostrar como montar uma carteira com ativos defensivos, capazes de combinar proteção e rentabilidade.
Outros destaques Seu Dinheiro
POUPANÇA 2.0
Cofrinho de 140% do CDI do Mercado Pago vale a pena? Campanha tem prazo limitado e regras para garantir o retorno. Nova campanha turbina rendimento dos cofrinhos em aplicações de até R$ 10 mil, garantindo liquidez imediata e risco soberano.
DEPOIS DA DILUIÇÃO MASSIVA
Adeus, lotes de 1 milhão de ações? Azul (AZUL53) quer que papel volte a valer R$ 1 e propõe grupamento de 150 mil para 1. Proposta busca elevar o valor individual das ações para acima de R$ 1 e encerrar negociações em lotes de 1 milhão de papéis após a reestruturação financeira da companhia.
DEMANDA MORNA?
Banco Pine (PINE4) testa apetite do mercado e capta R$ 245 milhões em follow-on que mirava até R$ 400 milhões; ações caem mais de 11%. Captação ficou abaixo do potencial estimado pelo Pine; controlador absorveu fatia relevante da oferta.
QUEM SOFRE É A CERVEJA
Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar. Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso.
GEOPOLÍTICA NO RADAR
Petróleo em alta: o que o conflito no Oriente Médio significa para os dividendos da Petrobras (PETR4), segundo o Itaú BBA. Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos.
TOUROS E URSOS #261
EUA x Irã: petróleo, dólar e Bolsa — o que muda para o investidor no Brasil. Frederico Sampaio, CIO da Franklin Templeton, participou do podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro, e fala sobre três cenários possíveis para a guerra no Oriente Médio e os efeitos para o mercado brasileiro.
DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA
‘Feedback destrutivo’ prejudica o desempenho no trabalho, diz pesquisa; veja 5 passos simples para líderes oferecerem críticas construtivas. Estudo da Harvard Business Review mostra que a maneira com que os chefes avaliam os funcionários pode gerar falta de confiança e pedidos de demissão.
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
Mesada e viagem para a Disney: funcionários do BC são investigados por propina de Daniel Vorcaro, do Master. Os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram afastados do Banco Central e são investigados por consultorias dadas a Vorcaro.
IR 2026
Imposto de renda 2026: prazo para entrega da declaração deste ano será menor; veja quando a Receita Federal irá divulgar as regras. Normalmente, as regras do IR são divulgadas na primeira quinzena de março, mas neste ano o anúncio foi adiado para o início da segunda quinzena; veja qual deve ser o prazo de entrega da declaração do IRPF 2026.
CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS
Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar. Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour.
NOSTALGIA LUCRATIVA
Venda de discos de vinil continua crescendo — e movimento é liderado pela rainha dos streamings. Enquanto Spotify e Apple Music disputam assinantes no streaming, o vinil surpreende e cresce na contramão da era digital.
CIRCUIT BREAK
Nem o K-pop salva: bolsa da Coreia do Sul cai 12% e vive pior dia da história. Por que o “show” parou em Seul e o que isso significa agora. O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial.
RANKING DO FRANCHISING
As 50 maiores franquias do Brasil: Cacau Show, O Boticário e McDonald’s ocupam o pódio da ABF — e uma rede de lavanderias cresceu 51%. As franquias somaram um faturamento de mais de R$ 301,7 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Franchising; veja o ranking das 50 maiores marcas do país.
DE SOBREMESA, UMA DIPIRONA?
Câmara aprova projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados, mas existe um ‘porém’. Proposta tem condições para venda de medicamentos em mercados e aguarda a sanção presidencial.
HORA DE COMPRAR?
A ‘era do ouro’ acabou? Executivos do BTG respondem se o metal precioso ainda vale a pena depois da disparada. Com guerras, dúvidas sobre o dólar e rearranjos de fluxo global, metais preciosos voltam ao radar dos investidores e podem seguir relevantes para o portfólio em 2026, segundo o BTG.
FEBRE DAS CANETAS
RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações. Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço.
TECNOLOGIA EM CADA DETALHE
Um avião ao contrário: a ciência que os pilotos precisam dominar para segurar um carro de Fórmula 1 na pista. Da força G ao downforce, entenda como a ciência molda a temporada de 2026 — e por que o pneu é o verdadeiro protagonista na pista.
CHOQUE DO BARRIL
O mapa do petróleo na América Latina: quem surfa a alta e quem paga a conta, segundo o Morgan Stanley. O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise.
ESTREIA NA BOLSA
Divisão de metais básicos da Vale (VALE3) pode antecipar IPO para o meio do ano, diz CEO. Após promessa de reorganização e corte de custos, a Vale Base Metals trabalha para deixar a operação pronta para uma eventual oferta pública antes do prazo inicialmente previsto para 2027.
RECORDE NO FRANCHISING
Faturamento das franquias brasileiras cresce 10,5% em 2025 e ultrapassa R$ 300 bilhões pela primeira vez. A receita média mensal por unidade ficou em torno de R$ 124 mil ao longo do ano — dado que reforça que o perfil do franchising brasileiro é composto principalmente por pequenos empresários.
DE VOLTA À SÃO PAULO
Chef estrelado Alberto Landgraf assume menu do Terminal BTG Pactual, em São Paulo. Depois de 10 anos, chef volta à São Paulo para assinar a experiência gastronômica do Terminal BTG Pactual, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
EFEITO DOMINÓ
A teia da Fictor só aumenta: Justiça inclui dezenas de empresas na recuperação judicial — e lista pode escalar ainda mais. Perícia aponta fluxo financeiro pulverizado entre subsidiárias; juiz fala em confusão patrimonial e não descarta novas inclusões no processo.
MITOLOGIA FUTEBOLÍSTICA
O ‘toque de Midas’ que fez o Grêmio Novorizontino contornar a falência, disputar o título contra o Palmeiras e virar a maior torcida de São Paulo até domingo. Apoiado por uma da família rica de sua cidade, Grêmio Novorizontino vive ascensão meteórica nos campos de futebol e tenta espantar estigma de morrer na praia.
MAIS DÍVIDA QUE CAIXA
Depois de perder quase um terço do valor, Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) diz que negociações com credores são construtivas. Segundo o GPA, a reestruturação das dívidas não tem relação com as operações do dia a dia de sua rede de supermercados, ou ainda suas relações com fornecedores, clientes ou parceiros.
COMO SAIR DAS DÍVIDAS?
Não é só para grandes: pequenas e médias empresas também podem pedir recuperação judicial; entenda como funciona Confira os requisitos legais e os cuidados de gestão apontados por especialistas para se recuperar após o pedido de RJ.
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