O Audi mais potente da história está entre nós: conheça o RS e-tron GT Performance

A Audi do Brasil oficializou a venda do novo RS e-tron GT Performance, modelo que considera o superesportivo elétrico mais potente de sua história. Seu preço sugerido é a partir de R$ 1.334.990.

Esse valor cobre a configuração de série, com cores e acabamentos padrão. No entanto, pacotes de customização em carbono ou pelo programa Audi Exclusive são cobrados separadamente, podendo chegar a estimados R$ 1,6 milhão. A garantia segue o padrão adotado pela marca para seus elétricos, 4 anos para o veículo e 8 anos para o conjunto de baterias.

RS e-tron GT Performance
RS e-tron GT Performance

O lançamento integra a chamada Linha Performance da divisão RS, que reúne ainda o RS 6 Avant Performance e o RS Q8 Performance. Dentro dessa hierarquia, porém, o e-tron GT Performance representa a atualização mais profunda já feita no modelo desde sua chegada ao Brasil, em 2021.

Vale lembrar que o RS e-tron GT, ainda na configuração original, foi estrela das telonas. Suas aparições incluem produções como Vingadores: Ultimato, de 2019, e Agente Oculto, de 2022.

Audi e-tron RS
Audi e-tron RS

Para Marcos Quaresma, head de produto da Audi do Brasil, a exclusividade é o que melhor resume o carro. “Exclusividade é a melhor definição para o novo RS e-tron GT Performance, um modelo que será referência entre os superesportivos elétricos. Ele oferece avanços expressivos em relação ao modelo anterior, com ganhos na potência e torque e tração quattro elétrica. Isso além de excelente coeficiente aerodinâmico e a nova suspensão pneumática ativa”, afirma o executivo.

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Design matador

O desenho externo preserva a proporção de Gran Turismo que sempre caracterizou o e-tron GT, com ajustes pontuais. Na frente, o para-choque ganhou novas entradas de ar. Já o logotipo passou a seguir a identidade visual global mais recente da marca das quatro argolas.

Na traseira, a peça também foi redesenhada. De perfil, o carro mantém ombros largos e linha de cintura alta, reforçados por saias laterais com vincos mais marcados, elementos que sustentam a leitura de carroceria robusta sem alterar as dimensões gerais do projeto.

No interior, a Audi renovou a configuração dos inlays dos painéis das portas. Além disso, trocou o volante esportivo por um desenho inédito da linha RS e alterou o acabamento dos painéis centrais. O logotipo e-tron GT passou a ser iluminado na porção superior do painel, à frente do banco do passageiro.

Audi e-tron RS
Audi e-tron RS

A posição de dirigir é baixa e o console central fica ligeiramente voltado para o motorista. Trata-se de uma configuração que a própria montadora associa à ideia de monoposto. Os bancos traseiros, segundo a Audi, foram dimensionados para acomodar ocupantes adultos sem restrição de espaço.

Entre as novidades de acabamento está a opção inédita de inlays em carbono camuflado, item opcional. O acabamento aplica ao console central, ao painel e às soleiras das portas. Estas recebem a inscrição RS iluminada, uma trama de fibra de carbono forjada, de superfície fosca e padrão mosqueado. A mesma textura está disponível também na capa dos retrovisores externos, como alternativa às versões em carbono brilhante e preto de alto brilho já conhecidas do modelo anterior.

Justificando o sobrenome

Os números de desempenho sustentam o sobrenome Performance. Em uso contínuo, o conjunto entrega 748 cv. O botão Boost, instalado no volante, eleva essa potência para 843 cv por até 10 segundos, recurso que a Audi batizou de “Push to Pass”. Já o modo Launch Control, usado em arrancadas a partir do repouso, libera o pico de 925 cv, ganho de 279 cv sobre o modelo anterior.

O torque atinge 104,8 kgfm, 20,1 kgfm acima da geração precedente. Com isso, o RS e-tron GT Performance acelera de 0 a 100 km/h em impressionantes 2,5 segundos. É um número 0,8 segundo mais rápido que antes. De 0 a 200 km/h o avanço ocorre em 8 segundos. Ele ainda atinge velocidade máxima de 250 km/h, limitada eletronicamente.

RS e-tron GT Performance
RS e-tron GT Performance

O coeficiente aerodinâmico é de 0,26. Esse número quantifica a eficiência com que o formato de um veículo corta o ar. Na prática, ele indica o nível de resistência física (arrasto) que a sua carroceria oferece ao movimento. No caso do RS e-tron GT é um índice excelente, que contribui bastante para sua eficiência energética.

A nova motorização parte de dois motores elétricos: o traseiro, responsável pelo alto torque, ficou mais compacto e 10 kg mais leve. No entanto, ainda opera por meio de uma transmissão de duas velocidades. O motor dianteiro prioriza velocidade e eficiência. O sistema de regeneração pode direcionar até 90% da energia gerada na frenagem de volta para a bateria.

Bateria e carregamento

A bateria, por sua vez, foi substituída. O novo conjunto de íon-lítio passa a somar 105 kWh, alta de 11,6 kWh em relação ao pacote anterior, e opera sob arquitetura de 800V, com 396 células distribuídas em 33 módulos.

A estrutura usa moldura de alumínio leve com uma placa de aço na parte inferior para proteção. Isso além de um sistema de gerenciamento térmico que a marca descreve como inteligente. Apesar do aumento de capacidade, o conjunto ficou 9 kg mais leve. A garantia da bateria é de oito anos ou 160 mil quilômetros.

O carregamento rápido em corrente contínua chega a 320 kW, 50 kW além do limite anterior. Assim, permite completar a carga de 0% a 100% em cerca de 18 minutos. Em corrente alternada, a potência máxima é de 11 kW, suficiente para uma recarga completa em aproximadamente nove horas e meia.

A tração quattro elétrica do RS e-tron GT Performance distribui o torque entre os eixos em até 100% para frente ou para trás, com prioridade para a eficiência no eixo dianteiro. Além disso, reage cinco vezes mais rápido do que um sistema de tração mecânico equivalente, segundo a Audi.

O diferencial traseiro eletrônico controla a divisão de torque entre as rodas do eixo de trás e melhora a tração ao bloquear o diferencial em pisos irregulares. O eixo traseiro dinâmico esterçante, item sem custo adicional no Brasil, gira em até 2,8 graus.

Audi e-tron RS
Audi e-tron RS

Na prática, em baixas velocidades, as rodas de trás viram para o lado oposto das dianteiras. Com isso, reduzem o raio de giro em até 60 cm, o que facilita muito nas manobras e balizas. Já em altas velocidades, elas acompanham a direção das rodas da frente, garantindo maior estabilidade e suavidade nas trocas de faixa.

RS e-tron GT Performance
RS e-tron GT Performance

Novas alturas

A suspensão pneumática ativa é outra novidade da versão Performance. O sistema varia a taxa de amortecimento conforme a condição de uso. Ele reduz a altura da carroceria em até 25 milímetros durante acelerações e frenagens fortes. Além disso, atua sobre a carroceria para compensar o rolamento em curvas.

Em curvas tomadas em velocidade mais alta, aliás, o sistema também inclina ligeiramente a carroceria para dentro da curva. É uma tentativa de reduzir a aceleração lateral sentida pelos ocupantes. Os modos do Audi Drive Select interferem diretamente nesse comportamento. A suspensão ganhou também a função Comfort Entry, que eleva a carroceria entre 5 e 7 centímetros ao toque na maçaneta da porta. Assim, facilita a entrada e a saída do veículo. A altura volta ao padrão quando o carro entra em movimento, três segundos depois de todas as portas fechadas, ou no momento em que é trancado.

O novo volante esportivo da linha RS concentra os botões satélite do Audi Drive Select. Entre eles estão o botão Booste os demais perfis de condução (Efficiency, Comfort, Dynamic, RS 1, RS 2).

Em números, o RS e-tron GT Performance mede 4,997 metros de comprimento, 2,158 m de largura e 1,379 m de altura, com 2,9 m de distância entre eixos. O porta-malas traseiro tem capacidade de 350 litros e o compartimento frontal soma outros 77 litros. O peso em ordem de marcha chega a 2.445 kg.

A base mecânica da atual geração do RS e-tron GT é compartilhada com o Porsche Taycan, dentro da plataforma do Grupo Volkswagen para esportivos elétricos. O parentesco técnico ajuda a contextualizar por que o salto de potência e a nova bateria chegaram às duas marcas de forma simultânea.

Esportividade por fora...

Na configuração de série, o carro recebe um novo desenho de rodas RS Audi Sport em aro 21 polegadas, com seis raios duplos e acabamento escurecido, calçadas com pneus de perfil esportivo Pirelli PZero nas medidas 265/35 e 305/30 R21.

Os discos de freio passam a ser de carbono-cerâmica nos quatro eixos. O item substitui os discos convencionais da versão anterior, equipados de série com pinças pintadas em cinza. Quem preferir, aliás, pode optar, sem custo adicional, pelas mesmas pinças na cor vermelha, o que expõe mais sua esportividade.

Os faróis full led ganharam controle digital ativo dos fachos de luz e a função Matrix. Ele permite segmentar cada feixe de luz individualmente, além do acionamento automático ao aproximar ou se afastar do veículo. A luz alta a laser dobra o alcance do farol para até 600 metros.

O teto solar panorâmico tem transparência ajustável, alternando entre maior luminosidade interna e proteção contra a incidência solar. Ele possui um desempenho que a Audi considera superior ao de um teto solar convencional com cortina. Assim, passa ao modo opaco automaticamente quando o veículo é trancado.

Para quem busca redução de peso, a marca oferece como opcional um teto em fibra de carbono, fosco escurecido ou em preto brilhante, 12 kg mais leve que o painel de vidro fixo, com ganho de rigidez estrutural e redução do centro de gravidade do conjunto.

RS e-tron GT Performance
RS e-tron GT Performance

...e requinte por dentro

O pacote de assistências ao motorista inclui piloto automático adaptativo e monitor de ponto cego. Isso além de frenagem autônoma de emergência dianteira, alerta de tráfego cruzado dianteiro e traseiro com aviso de saída. O sistema de estacionamento tem câmera de 360 graus e assistente de permanência em faixa com função de emergência.

A estrutura de segurança soma oito airbags, com a opção de desativar o airbag frontal do passageiro. Além disso, dispõe de sistema de monitoramento da pressão dos pneus e fixações Isofix no banco traseiro.

No painel de instrumentos, o motorista tem à disposição o Audi Virtual Cockpit Plus de 12,3” e, como opcional, um head-up display. O sistema multimídia MMI Plus, de 10,1” traz navegação integrada e entradas USB, com conexão sem fio via Audi Smartphone Interface e carregamento sem fio do celular pelo Audi Phone Box Light.

O som, inclusive, vem assinado pela Bang & Olufsen, em sistema 3D de 710 W distribuído por 16 alto-falantes. Isso enquanto o e-tron Sport Sound reproduz, por meio de alto-falantes externos, um som sintetizado associado à aceleração do carro, já que o motor elétrico não emite ruído.

Mais de um milhão de combinações

A Audi descreve mais de um milhão de combinações possíveis para o RS e-tron GT Performance em customizações. São fatores desde cor externa, cor da grade singleframe, capa dos retrovisores, acabamento interno, revestimento do volante e cor das pinças de freio, entre outros. A paleta de cores externas, aliás, soma nove opções. Ela inclui o branco Arkona sólido, o azul Ascari, prata Florete, o preto Mito e o vermelho Progressivo metálicos. Além disso, há o cinza Daytona perolizado, e as inéditas cinza Kemora metálico, verde Bedford metálico e cinza Nimbus perolizado.

A grade singleframe pode receber acabamento preto de alto brilho, carbono brilhante ou o carbono camuflado. No banco, a opção de série é o couro perfurado em padrão colmeia na cor preta, com alternativa em vermelho, enquanto o acabamento interno combina couro Nappa e microfibra Dinamica, com costura disponível em verde, vermelho ou cinza.

Para quem busca uma configuração ainda mais particular, aliás, a Audi mantém o programa Audi Exclusive. Ele amplia as opções de cor e acabamento para bancos, cintos de segurança, tapetes, console e revestimento do volante.

Uma pintura exclusiva dentro desse programa custa a partir de R$ 75 mil, valor que pode ser somado a um pacote de personalização interna entre R$ 130 mil e R$ 150 mil, sem que o total da customização ultrapasse os R$ 2 milhões. O prazo de entrega de uma configuração assim também se estende, de um a dois meses apenas para a pintura externa. Mas também pode chegar até sete ou oito meses quando a encomenda inclui também o interior. Tudo a depender da disponibilidade da cor escolhida no lote de produção.

Superesportivo: só por encomenda

O lançamento ocorre em um momento de reorganização da operação Audi no Brasil. A marca estreia neste ano na Fórmula 1, com o piloto Gabriel Bortoleto. Além disso, retoma a produção na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, agora dedicada à terceira geração do Audi Q3, fabricado localmente nas carrocerias SUV e Sportback.

A rede de concessionárias soma 46 lojas em todas as regiões do país. O sistema é sustentao por sede administrativa em São Paulo, terminal logístico em Vinhedo (SP) e investimento de quase R$ 90 milhões em infraestrutura de recarga, hoje disponível em suas concessionárias.

Por ora, o RS e-tron GT Performance chega ao mercado brasileiro apenas sob encomenda, o que reforça o seu caráter de exclusividade.

Pilote o RS e-tron GT na pista

Quem quiser experimentar o RS e-tron GT Performance antes de escolher o seu e fazer o pix terá a oportunidade de conhecê-lo em agosto.

A Audi do Brasil realiza nos dias 21 e 22 o Audi Driving Experience no Autódromo Velocittá, no interior de São Paulo, com o superesportivo na frota ao lado do RS 3 e do A5 Sedan.

O programa é dividido em dois módulos. O Módulo Dynamic, por R$ 7.500, não exige experiência prévia em pista e concentra os exercícios da manhã em frenagem de emergência, slalom e saída de traseira. À tarde, os participantes fazem voltas guiadas na pista completa e hotlaps.

O Módulo S Line, de R$ 8.500, é a etapa seguinte e pressupõe que o participante já tenha concluído o Dynamic. A grade sobe o nível com lane change, trailbraking e drift, este último realizado no RS 3.

As inscrições e informações podem ser conferidas neste link: https://www.audi.com.br/pt/companhia/audi-driving-experience/

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Sr. Lobo

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